“Qual a boa metáfora para descrevê-la: uma pluma? Uma flor delicada que, por milagre, anda? Um cristal frágil? Sua voz faz-se carícia tímida. Para onde foi a desbocada, de tom enérgico, manejando palavrões que abalaram bem-educados e bem pensantes?(...)" Hilda Hilst

22 de agosto de 2011

Guarda, chuva!!!



Ó, chuva amorosa que não vai embora...
Que não vai embora...
Diz quanto tempo tenho para tecer os verões?
Fala de como a terra úmida suportará todas suas ilusões...
Revela então os segredos do céu...

Se assim perdurar:
Pingos, que eu não ouso contar,
Perder-me-ei no tempo de acordar.

Se gota a gota tu vens com paciência
Enche então as minhas “malas”
E leva contigo as minhas amarras...

23 de julho de 2011


O corpo é a casa,
O telhado é de Vidro.
Da pra ver o céu, porém chove dentro!

As horas são rasteiras...
Micro partículas de fome,
Oportunistas.

Faço como?
Digo oras, deixei-me brincar!

16 de fevereiro de 2011

Na ribanceira da saudade


Felicidade mal acordada,
saudade desiquilibrada
e a fome exagerada por seu olhar com bom humor.
Fui buscar na tua fonte escondida,
todo amor,
toda comida e o depois ficou esse “meio” que nem te traz e nem te leva.
Larvas sem ter asas como a imaginação.
Na displicência dos beijos, outros realejos.

28 de dezembro de 2010

Iluminarius


No declive da espera
Flores meditam pela manhã
Corpos ainda sonolentos
Dispersam sonhos dormidos
Relvas de beijos
Noites a fio.
Esperas constantes
Antes ou depois de amanhã
Hão de voltar aqueles versos
E bem depois das estações
Meu coração palpitará em febre
Novos sopros de saudade
Longe dos velhos refúgios e das velhas chamas,
As brasas e as espumas.
Abismos invertidos e choque de flocos de
Gelo contra os astros.

15 de novembro de 2010

Jackeline



O futuro é turvo;
Eu "completo" minha alma
Com pontos no instante.
Muitas vezes eu perambulo,
enquanto meu coração rasteja,
Consequentemente.
Eu não quero o amor,
Prefiro de tempos em tempos
Eu prefiro o gosto do vento.
E para você,
Três tempos de palavras
Ao ritmo do momento
E ao êxtase
que entrelaça o vento.
Uma canção ingênua de
Inclinações naturais.
Uma contemplação
A tempo de observar
O instante passar

6 de outubro de 2010

BAILADO BLUES


Nessas noites o sangue vira whisk
Eu toco minhas notas distorcidas
Só pra te ver dançar baby
Dançar sobre seus ossos
Estou gritando para você ouvir
e eu vou continuar gritando até os seus ouvidos sangrarem
o meu doce e violento amor

Ninguém me faz sentir tão errado
Então olhe para mim enquanto eu cuspo a verdade em seu rosto
Porque eu só quero te ver dançar baby
Dançar sobre os meus ossos
Porque você não pode fugir esta noite
do meu doce e violento amor

Ainda é a mesma velha história
Um combate de amor e glória
Eu precisei de você,
Mas de jeito nenhum você precisou de mim
Por isso eu só preciso te ver dançar baby
TE VER DANÇAR.

Jackeline

Obs: MEU PRIMEIRO BLUES!

4 de outubro de 2010

Chocolate blues


Faça bailar teus ossos
Priva do coração o hábito
Desvie seus olhos distraidos
Contemple as rosas murchas
E reconheça a beleza do desconhecido
Tanto faz se o espaço é grande
O que deve ser feito
Deve ser feito.
Hoje são as estrela
Amanhã quem saberá dizê-las.
Na secura das chuvas
Os passarinhos..