“Qual a boa metáfora para descrevê-la: uma pluma? Uma flor delicada que, por milagre, anda? Um cristal frágil? Sua voz faz-se carícia tímida. Para onde foi a desbocada, de tom enérgico, manejando palavrões que abalaram bem-educados e bem pensantes?(...)" Hilda Hilst
9 de março de 2014
Há dias que eu queimo
E desde então vivo em fuga
Correndo
Sucumbindo
E quase tudo não faz parte
Disso
Do grande fogo que plantei no peito
Da interminável dúvida
Do Clarão das noites e do dia
Armadilhas de satã
sem freios
Tentação, tentação, tentação...
perdida no caminho,
perdi,
e sei que vou queimar até o fim..
21 de março de 2013
27 de julho de 2012
Liberdade para o meu coração
Não vale tanto quanto você pensou colocar sua vida nas mãos de qualquer luta.
Nós estamos fazendo a nossa última posição e eu não preciso de ninguém pra me resgatar
Você mudou sua mente, mas eu nunca mudei a minha. Eu hipnotizava todos os demônios e você faz com todos eles voltem. Preciso de alguém pra curar meu orgulho não meus demônios.
Preciso de alguém que venha me acordar e me sacodir na hora do juízo final, não serei salva pelo fogo. Eu devo ter te tratado errado. E agora você está me tratando errado de volta, não temos armas e enquanto nós pagarmos por erros sem nenhum significado os pensamentos se tornarão coisas.
Começamos com este nascimento ha pouco.
Espere-me.
11 de abril de 2012
Gira sol

Escrevo um poema com o ego vagaroso
Banhando-me no copo dos bêbados
Nas noites, no cio e no chão.
Sou breve e a vida é quem me bebe
Com tamanha devoção.
Visto a minha seresta
Divido o bolo da festa
tentando salvar esse povo que ainda me resta
Nesse mundo de provação.
Não escolhi o caminho,
Ele se fez sozinho,
Já fui lápide, já fui lenda,
Hoje sou apenas a contramão.
13 de março de 2012
13 de dezembro de 2011
C. LUZ!
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Senta aqui desse lado,
Deixa eu te contar o que foi feito daquele tempo que era nosso,
Um porta retrato daqueles risos
Onde eu bebia sem desterro,
Oceanos de alegria que cabiam no espaço curto
Dessa vida tão humana que foge da gente.
Não te posso falar que estou triste,
Não me abandona a esperança
Que me lança para o destino desse reencontro
Da retomada de onde paramos,
Sem palavras dizendo as horas,
Distanciando essa saudade só,
Pra poder ver sorrir pra mim novamente,
A sua Luz!
25 de novembro de 2011
Batucada!

O seu amor
Deu formas e curvas novas
A esse velho corpo meu
Esse amor ginga o meu rebolado
E Já não exalo mais simples olhares
... Agora ele é um decote ousado
Uma roupa permanente
Amor é coisa séria
Falado e cantado
Como deve de ser
O amor emoldurou em mim
Outros temperos
Geografias de linhas marginais
Armaduras e coletes
De intensa atitude
Essa, de amar!
Jackeline Nawá
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